Márcio
May conquista a Volta Ciclística do Paraná Ciclista catarinense levou a melhor sobre rival argentino
Jorge Ciantini; o paulista Magno Nazaret venceu última etapa
O catarinense Márcio May conquistou ontem o título da 3ª Volta
Ciclística Internacional do Paraná ao obter a 11ª colocação na
etapa de Rolândia. Ele ficou três posições à frente do principal rival,
o argentino Jorge Ciantini, que competiu pela chilena Líder/Presto.
A prova foi vencida por Magno Nazaret, da Scott/Marcondes Cesar/Fadenp,
de São José dos Campos (SP). O time dele foi o primeiro na classificação
por equipes.
O trabalho de equipe feito pelos ciclistas da Scott foi
apontado pelo campeão Márcio May como determinante para a vitória. ‘‘Não
tem como sair vencedor se não houver jogo de equipe. É importante esse
trabalho porque os companheiros de equipe andam na frente para outros
aproveitarem o vácuo e poupar o desgaste. Às vezes, os companheiros
que chegam lá atrás são muito importantes para se chegar a esse resultado’’,
avaliou May.
A chegada da etapa de Rolândia foi emocionante, com seis
ciclistas cruzando a linha de chegada praticamente juntos. A vitória
de Magno Nazaret, da Scott/Marcondes Cesar/Fadenp, se definiu no sprint
final, quando ele conseguiu superar Manuel Medina, da seleção da Venezuela,
e Alex Arseno, da Blumenau/Dataro/Pinarello.
Nazaret ressaltou a importância do esforço no sprint que
definiu a vitória. ‘‘Foi só nos últimos 20 metros que consegui abrir
uma pequena vantagem em relação ao venezuelano. Divido a vitória com
toda a equipe’’, declarou o vencedor da etapa.
E Alex Arseno também pode ser considerado um dos destaques
da prova. O terceiro colocado foi o maior pontuador da etapa, já que
conquistou pontos extras por completar na liderança a quarta e a sexta
voltas, definidas como metas volantes pela organização da competição.
As metas volantes conferem pontuação como bônus para aumentar
a competitividade durante a prova. O desempenho de Arseno ajudou a Blumenal/Dataro/Pindarello
a ficar na terceira colocação por equipe, com tempo de 47h29m34.
O primeiro lugar ficou com a Scott, equipe de Márcio May
e Magno Nazaret, que completou as cinco etapas da Volta Ciclística em
47h26m57. A segunda colocação ficou com a Cesc/C.E. São Caetano/Sundown,
com 47h28m08.
Organizada pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC),
a 3ª Volta Ciclística do Paraná teve etapas em Bela Vista do Paraíso,
no Autódromo Ayrton Senna em Londrina, Ibiporã, Jaguapitã e Rolândia.
A competição contou com apoio do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), União
Ciclística Internacional (UCI) e Federação Paranaense de Ciclismo.
Teve participação de 15 equipes do Brasil, Chile, Paraguai,
Uruguai e Venezuela. O resultado conta pontos para o ranking brasileiro
e na classificação para os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em
2007, e os Jogos Olímpicos de Pequim, na China, em 2008.
A disputa que levou alguns dos melhores ciclistas da América do Sul
para as ruas e estradas de Rolândia foi acirrada e considerada difícil
pelos competidores. Mesmo os vencedores da etapa e da classificação
geral da 3ª Volta Ciclística Internacional do Paraná destacaram
as dificuldades dos 102 quilômetros percorridos na manhã de ontem.
‘‘É um circuito muito seletivo. A parte mais difícil foi
um longo trecho de subida perto da chegada. Na verdade, todas as etapas
foram difíceis. Mas a sensação é de dever cumprido’’, comentou o catarinense
Márcio May, campeão geral da competição.
Para o vencedor da etapa, Magno Nazaret, a prova foi bastante
‘‘dura’’ e a decisão no sprint final comprovou isso. ‘‘Conseguimos um
ótimo resultado. O circuito é bem difícil, ainda mais a subida final.
E tivemos que passar por ela dez vezes. Agora é descansar uns três dias
e voltar aos treinamentos para as próximas competições’’, salientou.
Quem mais sofreu com as dificuldades impostas pelo circuito
foi Soelito Gohr, da Scott/Marcondes César/Fadenp. Uma colisão com uma
moto da equipe de apoio tirou o atleta da prova. O choque foi tão forte
que partiu a bicicleta ao meio. ‘‘Só machuquei um pouco as costas. O
motoqueiro da organização me cortou a frente no final de uma subida,
mas foi uma fatalidade. Só que com a bicicleta foi perda total’’, lamentou.
(F.R.F.)