Segunda-feira, 29/05/06

 

Márcio May conquista a Volta Ciclística do Paraná
Ciclista catarinense levou a melhor sobre rival argentino Jorge Ciantini; o paulista Magno Nazaret venceu última etapa

 


O catarinense Márcio May conquistou ontem o título da 3ª Volta Ciclística Internacional do Paraná ao obter a 11ª colocação na etapa de Rolândia. Ele ficou três posições à frente do principal rival, o argentino Jorge Ciantini, que competiu pela chilena Líder/Presto. A prova foi vencida por Magno Nazaret, da Scott/Marcondes Cesar/Fadenp, de São José dos Campos (SP). O time dele foi o primeiro na classificação por equipes.

  O trabalho de equipe feito pelos ciclistas da Scott foi apontado pelo campeão Márcio May como determinante para a vitória. ‘‘Não tem como sair vencedor se não houver jogo de equipe. É importante esse trabalho porque os companheiros de equipe andam na frente para outros aproveitarem o vácuo e poupar o desgaste. Às vezes, os companheiros que chegam lá atrás são muito importantes para se chegar a esse resultado’’, avaliou May.

  A chegada da etapa de Rolândia foi emocionante, com seis ciclistas cruzando a linha de chegada praticamente juntos. A vitória de Magno Nazaret, da Scott/Marcondes Cesar/Fadenp, se definiu no sprint final, quando ele conseguiu superar Manuel Medina, da seleção da Venezuela, e Alex Arseno, da Blumenau/Dataro/Pinarello.

  Nazaret ressaltou a importância do esforço no sprint que definiu a vitória. ‘‘Foi só nos últimos 20 metros que consegui abrir uma pequena vantagem em relação ao venezuelano. Divido a vitória com toda a equipe’’, declarou o vencedor da etapa.

  E Alex Arseno também pode ser considerado um dos destaques da prova. O terceiro colocado foi o maior pontuador da etapa, já que conquistou pontos extras por completar na liderança a quarta e a sexta voltas, definidas como metas volantes pela organização da competição.

  As metas volantes conferem pontuação como bônus para aumentar a competitividade durante a prova. O desempenho de Arseno ajudou a Blumenal/Dataro/Pindarello a ficar na terceira colocação por equipe, com tempo de 47h29m34.

  O primeiro lugar ficou com a Scott, equipe de Márcio May e Magno Nazaret, que completou as cinco etapas da Volta Ciclística em 47h26m57. A segunda colocação ficou com a Cesc/C.E. São Caetano/Sundown, com 47h28m08.

  Organizada pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), a 3ª Volta Ciclística do Paraná teve etapas em Bela Vista do Paraíso, no Autódromo Ayrton Senna em Londrina, Ibiporã, Jaguapitã e Rolândia. A competição contou com apoio do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), União Ciclística Internacional (UCI) e Federação Paranaense de Ciclismo.

  Teve participação de 15 equipes do Brasil, Chile, Paraguai, Uruguai e Venezuela. O resultado conta pontos para o ranking brasileiro e na classificação para os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, e os Jogos Olímpicos de Pequim, na China, em 2008.

 

Fernando Rocha Faro
Reportagem Local

Ciclistas apontam dificuldade no 'circuito'

 

A disputa que levou alguns dos melhores ciclistas da América do Sul para as ruas e estradas de Rolândia foi acirrada e considerada difícil pelos competidores. Mesmo os vencedores da etapa e da classificação geral da 3ª  Volta Ciclística Internacional do Paraná destacaram as dificuldades dos 102 quilômetros percorridos na manhã de ontem.

  ‘‘É um circuito muito seletivo. A parte mais difícil foi um longo trecho de subida perto da chegada. Na verdade, todas as etapas foram difíceis. Mas a sensação é de dever cumprido’’, comentou o catarinense Márcio May, campeão geral da competição.

  Para o vencedor da etapa, Magno Nazaret, a prova foi bastante ‘‘dura’’ e a decisão no sprint final comprovou isso. ‘‘Conseguimos um ótimo resultado. O circuito é bem difícil, ainda mais a subida final. E tivemos que passar por ela dez vezes. Agora é descansar uns três dias e voltar aos treinamentos para as próximas competições’’, salientou.

  Quem mais sofreu com as dificuldades impostas pelo circuito foi Soelito Gohr, da Scott/Marcondes César/Fadenp. Uma colisão com uma moto da equipe de apoio tirou o atleta da prova. O choque foi tão forte que partiu a bicicleta ao meio. ‘‘Só machuquei um pouco as costas. O motoqueiro da organização me cortou a frente no final de uma subida, mas foi uma fatalidade. Só que com a bicicleta foi perda total’’, lamentou. (F.R.F.)