22/03/2005 Breno comemora em casa o título da Copa Pan-Americana


Tia,mae, irmão, Breno, Pai e prefeito de Cruzeiro

Ciclista do Vale obtém conquista mais importante de sua carreira na seleção
Márcia de Faria
Jornal Vale Paraibano


A segunda-feira foi de comemoração e muito trabalho para Breno Sidoti, da equipe Scott/Marcondes César/Fadenp, de São José dos Campos. Depois de faturar a Copa Pan-Americana de ciclismo, realizada no último domingo, na pista de 3.100 metros montada no Aterro do Flamengo, zona sul do Rio, o atleta não teve tempo para descansar.

Ontem, por exemplo, o dia foi de festa, mas também de cumprir compromissos com a mídia e patrocinadores.

"Hoje (ontem) dei muitas entrevistas e também houve bastante assédio do público", contou o atleta, que veio para São José à tarde, depois de passar por Cruzeiro, sua cidade natal, onde comemorou a vitória com a família e os fãs.

Uma fã, em particular, sabe que o momento em que Breno ergueu os braços para comemorar o título ficará eternizado na memória.

"Estou feliz demais. Nem dá para imaginar. Durante a prova, cheguei a pular em frente à televisão", disse Teresa França Sidoti, mãe de Breno, enquanto recebia imprensa e torcida em sua casa, ontem.
SELEÇÃO - Dona Teresa tem razão em comemorar bastante. Afinal, a vitória de domingo foi a mais expressiva de Breno pela seleção brasileira.
Há dois anos integrando a equipe nacional sub-23, o ciclista completou as dez voltas do percurso carioca em 41min56s381, seguido pelo venezuelano Isaac Canizale, 41min56s631, e pelo colombiano José Serpa, 41min56s770.

Na competição por países, que abriu o cronograma de eventos do Pan-Americano de 2007, a Venezuela sagrou-se campeã, com 22 pontos, seguida pela Colômbia, 18, e Brasil Sub-23, com 15.

"Foi uma prova perfeita e a vitória mais importante da minha carreira", disse o jovem ciclista, que completou 22 anos na última quarta-feira.

Para Breno, o público carioca foi o empurrão que definiu a vitória. "O público foi fundamental. Mas era tanto barulho que quase me deixou surdo", brincou.

A empolgação dos torcedores, aliás, quase atrapalhou a concentração do ciclista. "Em uma corrida a gente fica atento ao barulho das marchas sendo trocadas pelos adversários, para