"O cliclismo do Brasil é referência internacional"

Carlinhos, técnico da equipe Scott/Marcondes César/Fadenp, vice-líder do America Tour 2007, fala desta conquista e das expectativas positivas para o ciclismo nacional.

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José Carlos Monteiro, o Carlinhos, é fundador e técnico de ciclismo da equipe Scott/Marcondes César/Fadenp São José dos Campos há 12 anos. Nesse tempo, viu a equipe regional crescer e tornar-se continental. Agora, comemora o inédito segundo lugar do Brasil no ranking do America Tour 2007, em seu ano de estréia.

Alegria demais? Nem tanto. Para Carlinhos, o ciclismo brasileiro pode e deve ter planos ainda mais ambiciosos.

Prólogo: Como aconteceu a estréia da Scott no América Tour?
Carlinhos: Estávamos tentando entrar na disputa há muito tempo e esse sonho foi viabilizado este ano, quando a Scott/Marcondes César/Fadenp conseguiu transformar-se em uma equipe continental.

P: E como funciona esse processo?
C: É preciso atender a alguma exigências da confederação nacional e da UCI. A CBC analisa a estrutura da equipe e o nível técnico dos atletas, por exemplo, e a UCI é focada em questões como a garantia de que os profissionais recebam corretamente a bolsa-auxílio e tenham benefícios, como plano de saúde. Quando estes requisitos são atendidos, a equipe consegue tornar-se continental. A partir daí os pontos passam a valer em nome da equipe, e não somente no do país, como acontecia antes. A equipe passa a ser inclusa nos registros oficiais da UCI e compete representando o país, mas em seu próprio nome.

P: E como você avalia a participação do Brasil, que estreou no America Tour em 2007?
C: Foi uma surpresa. Nosso objetivo era aprender, observar tudo de perto e direcionar isso tudo para uma preparação mais séria, programada para 2008. Sonhávamos com um lugar entre os três primeiros, mas sabíamos que ficar entre os cinco primeiros colocados já seria excelente.

P: E o Brasil ficou em, segundo...
C: Pois é. Acabamos liderando três atualizações e terminamos em segundo lugar. Sabíamos que as outras equipes eram fortes e que teríamos muitas dificuldades. Sem contar que a estrutura financeira programada antecipadamente não previa essa colocação e a liderança que assumimos. Foi surpreendente.

P: E agora, quais os planos para 2008?
C: Este ano, mesmo com o bom desempenho, não perdemos o foco. Continuamos com a intenção de aprender e aprimorar de olho na preparação para o ano que vem. Devo terminar o planejamento para todo o período do ranking (que começa a contabilizar pontos a partir de 14 de novembro e só termina em 30 de outubro de 2008) em duas semanas.

P: E como está a equipe?
C: Temos um equipe estruturada. Teremos mais três novos patrocinadores e 2 apoiadores. Serão 17 no total em 2008, o que nos permitirá brigar forte. O próximo passo é renovar os contratos dos atletas que já estão na equipe, investir no fator humano.

P: O que os resultados da Scott Scott/Marcondes César/Fadenp representam para o país?
C: É um resultado muito positivo. Hoje, o Brasil é referência no ranking da UCI e isso é um grande salto. Em 2008 pensamos na possibilidade real de terminar o América Tour ao menos entre os primeiros colocados mais uma vez, mas sonhamos com a vitória. Isso prova que temos planos arrojados para a equipe, e que beneficiam o ciclismo nacional.


fonte: Prologo

A equipe Fadenp São José dos Campos tem o patrocínio de Scott, Construtora Marcondes César, Dádiva Distribuidora, Pneus Levorin, aros e rodas Rad, Cia Athletica, suplementos Integralmédica, isotônicos Gatorade, racks Thule, capacetes Bell,restaurante Gramado, Technik Components.